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Teste: Volvo XC40 T4 é básico, mas bem equipado e anda bem

Novo SUV de entrada reúne vantagens dos principais rivais e custa menos

 

Quando marcas premium – vulgo Audi, BMW e Mercedes – fazem versões mais baratas, ficam tão simples quanto um frade franciscano.

Só que a missão do novo Volvo XC40 T4 será outra: nem tão barato (e nem tão pelado) quanto os rivais de entrada, ele enfrentará as opções intermediárias dos bem-sucedidos alemães por R$ 169.950.

Por fora é até difícil reconhecer a versão mais em conta do SUV, que tem rodas aro 18 (19 na Momentum e 20 na R-Design) e não oferece pintura bicolor.

Isso conta pontos a favor no segmento da moda, cobrando quase o mesmo valor de um Volkswagen Tiguan 350 TSI R-Line, bem maior, mais equipado e com 220 cv de potência.

Basta abrir as portas para notar que o acabamento está no nível dos alemães – ou até melhor – e esse é um baita elogio. Os bancos são de couro e quase todas as superfícies são emborrachadas.

Mas a principal diferença da versão é a reprodução da cartografia de Gotemburgo, na Suécia, em detalhes da cabine.

Como SUV que se preze, a pegada do XC40 é conforto. Mas, para a sorte do motorista, a direção não é boba, a suspensão controla a rolagem da carroceria nas curvas e ainda absorve imperfeições do piso com maestria pouco comum aos importados. Só faltam as borboletas atrás do volante para trocas de marchas manuais, feitas pela alavanca.

O pseudossueco vindo da Bélgica tem frenagem de emergência, alerta de mudança de faixa, detector de fadiga, seis airbags, banco do motorista elétrico e com memória, central multimídia de 9 polegadas e quadro de instrumentos digital.

Pena que só tenha câmera de ré e ar-condicionado de duas zonas na Momentum, que é R$ 25.000 mais cara.

Ambos são de série no Audi Q3 1.4 TFSI Ambiente, que traz controle automático de velocidade, chave presencial e assistente de estacionamento – e ainda sobram quase R$ 2.000 no bolso do cliente. Para levar a preferência, o Volvo aposta no pacote de segurança, na modernidade do projeto e na motorização.

Se o 2.0 turbo e o câmbio automático de oito marchas são (quase) iguais às versões mais caras, tração integral deu lugar à dianteira e o desempenho é um pouco inferior.

Com 190 cv e 30,6 mkgf, o XC40 T4 precisou de 9,4 s para chegar aos 100 km/h, contra 7,4 s do T5 R-Design com 254 cv e 35,7 mkgf.

A novidade superou o Mercedes GLA 200, que levou 9,7 s na nossa pista. Com motor 1.6 turbo de 156 cv e 25,5 mkgf, o alemão foi melhor no consumo – 11,4 km/h na cidade e 15,3 km/h na estrada, contra 9,8 km/l e 13,5 km/h, respectivamente, do belga. Mas o preço também é mais salgado: R$ 178.900.

Só que um produto não se resume aos números. Os rivais já sentem a idade e o rival mais atual, X1, parte de R$ 191.950. Dos modelos citados, o Volvo é mais largo, mais alto, com maior entre-eixos e perde em comprimento do BMW por 1 cm.

É um utilitário feito para ser… útil! Os alto-falantes estão no painel para darem lugar a porta-objetos maiores, o assoalho do porta-malas é modular e há espaço de sobra para quatro adultos – além de quase tão equipado quanto Q3, mais rápido que GLA e espaçoso como X1.