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Volvo XC90 D5 diesel: para quem quer ir mais longe

Com tecnologias inéditas, novo Volvo XC90 roda mais de 1.000 km com um tanque de combustível

  

Lançado há um ano, o XC90, o SUV de grande porte da Volvo, não tinha versão diesel para atender quem valoriza a maior autonomia proporcionada por esse tipo de combustível no dia a dia e a maior durabilidade mecânica, a longo prazo. Não tinha, mas agora tem.

O novo motor pertence a uma família que a Volvo apresentou em 2015, inaugurando o conceito de motores modulares, na qual o mesmo bloco pode originar versões nos dois tipos de combustível. Assim como o XC90 T6 (gasolina), o XC90 D5 (diesel) tem quatro cilindros e 2 litros de deslocamento.

Comparando as fichas técnicas, o T6 rende 320 cv de potência e 40,8 mkgf de torque, enquanto o D5 gera 235 cv e 48,9 mkgf, respectivamente. Na pista de testes, o D5 mostrou desempenho mais comedido, comparado ao T6. Nas provas de aceleração, de 0 a 100 km/h, ele fez o tempo de 9,7 segundos, contra os 7 segundos do irmão a gasolina.

Além do conceito modular, o motor diesel apresenta ainda uma tecnologia inédita para aumentar o desempenho. A Power Pulse usa ar comprimido, liberado no coletor de escape, para gerar uma força extra para o turbo e, assim, reduzir o chamado turbolag (tempo que o sistema leva para fazer efeito).

Segundo a fábrica, esse sistema entra em ação sempre que o acelerador é pressionado, com o motor girando abaixo das 2.000 rpm (nas partidas, nas retomadas, em velocidades baixas e médias).

Na prática, nós não verificamos uma melhora substancial, no entanto. Mais surpreendente foi observar como esse turbodiesel trabalha de modo macio e silencioso. Ao volante, o motorista não nota diferença em comparação a um motor a gasolina, termos de ruídos e vibrações.

O ponto mais forte do D5 foi verificado nas provas de consumo. Nessas medições, o XC90 diesel obteve as médias de 11 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, enquanto o movido a gasolina ficou com 7,8 km/l e 11 km/l, respectivamente. Em termos de autonomia: com um tanque cheio (71 litros, nos dois casos), o motorista do D5 consegue rodar 1.015 km, enquanto o do T6 percorre 781 km (considerando o uso em regime rodoviário).

Os dois modelos, diesel e gasolina, são equipados com transmissão automática de oito marchas e tração integral, e os demais sistemas com freios e suspensões idênticos. O T6 pesa 2.165 kg e o D5, 2.171 kg. Assim como a versão a gasolina, a diesel chega em duas opções de acabamento e conteúdo: Momentum e Inscription.

A primeira é a mais simples. Traz sistema de direção semiautônoma de segunda geração, display central de 9 polegadas, sete lugares individuais, recurso de manobras autônomas de estacionamento, faróis full led, ar digital e quatro zonas, seletor de modos de condução (Comfort, Eco, Dynamic e Off Road) e rodas esportivas aro 19.

A Inscription é a completa, que acrescenta sistema de som da marca B&W, suspensão com amortecimento a ar, detector de pontos cegos e rodas aro 20.

Na versão Momentum, o XC90 D5 custa R$ 369.95 e, na Inscription, R$ 419.950, enquanto o T6 é comercializado por R$ 319.000 e R$ 363.000, respectivamente. A diferença de valores é de R$ 50.950 (Momentum) e R$ 56.950 (Inscription).

Basicamente, esse é o preço que o consumidor terá de pagar pelo conforto de passar sem parar (ou parando com menor frequência) pelos postos de abastecimento.